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A misteriosa cananga-do-Japão

      O nome científico é difícil memorizar: Kaempferia rotunda. Já o popular, cananga-do-Japão, muita gente ouviu falar. Não por conta da belíssima herbácea com flores que parecem com as das orquídeas, mas porque foi título de uma novela em 1989.

      Originária da região do Himalaia, da Índia e de países vizinhos, a espécie que nasce a partir de um rizoma é muito usada na medicina popular da China e no Japão. Mas o principal motivo para cultivá-la no jardim não são suas propriedades curativas, e sim o efeito ornamental proporcionado por suas flores e folhas, que parecem brincar de esconde-esconde: quando uma está à vista, a outra se esconde, e cada uma encanta a seu tempo.

      As flores que mesclam lilás e branco são as primeiras a dar as caras e brotam no início da primavera, direto do rizoma. Cada uma dura cerca de três dias, mas a florada se estende até novembro.

      Quando elas desaparecem, é a vez das folhas longas, eretas e pontiagudas, com bordas ligeiramente onduladas e manchas em diferentes tons de verde enfeitarem o jardim até o inverno seguinte, época em que a planta entra em dormência e some completamente dos canteiros. “É por causa desse renascimento em forma de folhagem que a cananga-do-Japão também é chamada de flor-da-ressuireção”, diz o produtor Carlos Rodaka.

Poucos cuidados

      A cananga-do-Japão pode ser plantada em qualquer época do ano em solo rico em matéria orgânica, bem drenado e mantido úmido. Ela vai bem sob sol pleno e meia-sombra e, embora seja possível cultivá-la em vasos, Rodaka recomenda o uso de canteiros porque, nessas condições, a espécie dispensa regas – a umidade natural do solo é o suficiente para o seu desenvolvimento. A desvantagem é que no inverno, quando a planta entra em dormência, o canteiro fica vazio com a terra à mostra. Para evitar que isso aconteça, Rodaka recomenda plantar atrás dela espécies maiores, mas que não façam sombra ou possam causar danos às delicadas flores da cananga-do-Japão.

      O consultor Botânico Valerio Romahn, por sua vez, prefere manter a espécie em vasos, que quando floridos podem ser usados para decorar ambientes internos ou encaixados no canteiro, em meio a outras plantas, para criar composições interessantes.

kaempferia-rotunda

lepidoptera.butterflyhouse.com.au

Cananga-do-Japão em detalhes

Nome científico: Kaempferia rotunda
Nomes populares: cananga-do-Japão, flor-da-ressureição, orquídea-misteriosa e ylang-ylang-da-terra
Família: Zingiberáceas
Origem: Himalaia, Índia e países vizinhos
Características: herbácea perene, rizomatosa, entouceirada, de até 60 cm de altura
Folhas: longas, eretas e pontiagudas, têm as bordas ligeiramente onduladas e exibem diferentes tons de verde com manchas claras e escuras. Medem de 30 cm a 60 cm de comprimento e brotam diretamente do rizoma, formando touceiras. Despontam na primavera, após o fim da florada
Flores: parecidas com as das orquídeas, têm pétalas que mesclam lilás e branco. Nascem direto do rizoma e duram apenas três dias. A florada, porém, se estende por toda a primavera
Solo: rico em matéria orgânica, bem drenado e mantido úmido
Luz: sol pleno ou meia-sombra
Clima: tropical quente, tolerante ao subtropical de baixa altitude, desde que não ocorram geadas
Regas: apenas quando o substrato estiver seco
Plantio: para o plantio em canteiros, abra um pequeno berço, acomode o rizoma e cubra-o com uma camada de 5 cm de substrato. No caso do plantio em vasos, use recipientes com pelo menos 30 cm de diâmetro
Adubação: aplique NPK 4-14-8 quando as folhas começarem a brotar
Propagação: por divisão dos rizomas

kaempferiarotunda-1024

flores.culturamix.com

Fonte – Revista Natureza, edição 335 – Ano 29 – Editora Europa

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2 respostas para “A misteriosa cananga-do-Japão”

  1. susana disse:

    moro em uma cidade quente e seca quase o ano todo. como devo efetuar as regas da cananga durante o inverno, já que onde moro o inverno é quente e seco?

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